- Abra o envelope da sonda
esterilizada sobre a maca, com o paciente já posicionado.
- Sem as luvas (mas com cuidado e
delicadeza), você deve abrir a embalagem pelas bordas, sem tocar na área
estéril.
- Em seguida calce as luvas e pegue
a sonda pela base.
- Começar a manipular as coisas com
as luvas já calçadas... fica meio sem sentido, não acha?
Aqui apresento alguns casos interessantes da minha prática clínica. O objetivo é disponibilizar aos colegas um espaço virtual para a apresentação de alguns casos clínicos e dicas práticas, estas também disponíveis no meu livro "Guia prático de fisioterapia pélvica". Estou aberta a novas perspectivas e agradeço a sua opinião.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Dica: envelopes de esterilização
segunda-feira, 2 de março de 2015
Ejaculação Precoce - exercícios e eletroestimulação
Paciente, 45 anos, sexo masculino,
encaminhado pelo urologista. Relata que a ejaculação é muito rápida desde que
sofreu um acidente de moto há 4 anos.
Geral: Ainda em processo de adaptação ao novo estilo de vida após o acidente.
Uro: Em momentos de ansiedade, percebe grande desejo urinário. Frequência normal, nega noctúria. Nega ITU.
Procto: Sem queixas. Soiling eventual.
Sexual: Desejo sexual presente; Nega alcance de ereção
plena; sensação orgásmica preservada. Afirma Ejaculação Precoce presente antes mesmo do acidente. Escapes urinários eventuais.
M-esquelético: Sedentário
Psiquiátrico: Nega.
Neurológico: Nega.
Onco: Nega.
HPP: Triglicerídeos elevados. Nega DM e HAS. Depressivo, já tratado
com medicação – interrompeu há 1 ano.
Antecedentes Cirúrgicos: Cirurgias
ortopédicas.
Exames Complementares: Não apresentou.
Medicações em uso: Lipdil®
Questionários: International Index of Erectile Function 5
scores (IIEF-5) aponta disfunção erétil moderada; Já o International Index of
Erectile Function (IIEF completo) destaca maior gravidade ao domínio “Satisfação
com o ato”.
Exame físico: Abdome normotônico. Contração perineal com
elevação testicular perceptível. Dor à palpação na região ingnal à direita (paciente
relata “como se fosse um choque” – EVA 3). Dor à palpação do testículo direito
(EVA 4). Contração do CTP, mas não evidente no bulboesponjoso.
P2 E4 R0 F3 E ± (bulboesponjoso) C+ (abdome e
adutores) T-
Nosso programa: Cinesioterapia domiciliar após sessões de consciência perineal; Técnicas de masturbação (Foi entregue a cartilha para exercícios domiciliares); EEDE no consultório F:15Hz, LP:700us, contínuo, 20 min. Três sessões semanais.
O que você faria para melhorar a condução do tratamento?
Constipação
Paciente, 59 anos, sexo feminino,
encaminhada pelo proctologista. Relata prisão de ventre e grande esforço
evacuatório há 20 anos. Relata também que há 2 anos faz uso de medicação
(Lactopurga). Apresenta tenesmo e dor
anal.
Gineco: G4 Pn4 Pc0 A0. Menopausada
aos 46 anos. Fez poucos dias de TRH.
Uro: Urina poucas vezes ao dia e acorda para urinar 4x a
noite. Nega IUE, ITU e urgência. Ingesta hídrica adequada.
Procto: Evacuação até 2x ao dia. Fezes ressecadas.
Eventualmente chega a sangrar quando as fezes são muito grandes. Obstrução com
dor peri-anal.
Sexual: Inativa há 5 anos. DSH dela e do marido.
Músculo Esquelético: Hidroginástica 2x na semana. 1,70 m 88kg.
Psiquiátrica: Nega.
Neuro: Nega.
Onco: Mãe – CA de útero.
HPP: DM e Cardiopatia, controlados com medicação.
Antecedentes Cirúrgicos: Coração
(2009), Vesícula (2004).
Exames Complementares: Manometria (28/03/14) – PR:65mmHg, TE
ausente (contração paradoxal), PCV 125mmHg.
Colonoscopia (03/04/14) – Diverticulite e hemorróidas grau 1
Testes: Diário Fisiológico: F8,N2,P2,E0,A10,Ab0 (sem
alterações)
Exame físico: Genitália com extensa cicatriz à direita
(epsiotomia). Retrocele (G2) ao esforço evacuatório. Vulva aberta. Ao toque, o
músculo puborretal relaxa adequadamente ao esforço. “Peso” perceptível na
região da retrocele. Contração perceptível, sem parasitas. Puborretal: P3, E7,
R3, F10, E+, C-, T-.
Como ajudá-la? Qual a sua opinião?
Como ajudá-la? Qual a sua opinião?
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Angústia e Sofrimento
Paciente, 37 anos, sexo feminino,
encaminhada pelo urologista. Relata que há 5 anos perde urina quando pratica
atividade física (academia) ou quando tosse. Há 2 meses, ocorreu um episódio de
enurese noturna. Nega uso de forro. Dor no púbis (2/4+), que piora ao tossir.
Gineco: G2, PN0, PC2, A0. Menstruação
regular. Dismenorréia. Útero retrovertido (SIC).
Uro: IUE principalmente ao
tossir, com perdas sensíveis e em gotas. Nega urgência, poliúria, noctúria e
ITU.
Procto: Constipação. Desconforto
abdominal, após evacuação incompleta. Tenesmo. Nega soiling e esforço.
Evacuação diária.
Sexual: Ativa. Frequência média
de 1x semana. Desejo sexual preservado. Excitação preservada. Quando ocorre
diminuição no estímulo, conseqüentemente ocorre diminuição de excitação. Nega
masturbação. Marido com Disfunção Erétil.
Músculo-Esquelético: Musculação e
Pilates 3x semana. 1,61m e 72kg.
Nega histórico psiquiátrico e
neurológico.
Onco: Mãe - leucemia.
HPP: Nega DM e HAS.
Antecedentes cirúrgicos: Cesareanas
(2002 e 2005).
Exames Complementares: Urodinâmica
PPE: 118cm H20 e CCM: 400ml.
Testes: Pad Teste – 1 grama de
perda urinária (IU leve).
Questionários: Roma III aponta
freqüente sensação de evacuação incompleta. FSFI aponta prejuízos nos domínios
excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação com a proximidade emocional e
relacionamento sexual com o parceiro. KHQ aponta prejuízo nos seguintes
domínios: limitação física/social, bexiga hiperativa e geral, com impacto em 3 de
30 questões.
Exame físico: Abdome normotônico.
Vulva fechada, contração perceptível ao comando. Dor à palpação na sínfise
púbica (2/4+). Descenso perineal à Valsalva. Hipermobilidade no CTP. Pontos
dolorosos à palpação. Elevadores do ânus: P3, E10, R3, F10, E+, C+ (abdômen, glúteos
e pnéia), T-.
Plano de Tratamento: Reforço
muscular com analgesia. Inicialmente realizar Despertar Perineal com sonda e
posteriomente eletroestimulação pubiana + Cinesioterapia.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Constrangimento
Paciente, 51 anos, sexo feminino,
encaminhada pela ginecologista. Relata que há 1 ano perde urina quando tosse,
espirra ou vomita. Já quis fazer perineoplastia. Flatos vaginais há 2 anos.
Nega uso de forro.
Gineco: G2, PN2, PC0, A0. Histerectomizada
por mioma. Nega TRH. Em avaliação para uso de hormônio. Nega dismenorréia.
Corrimento vaginal em tratamento.
Uro: Frequência urinária e
ingesta hídrica diminuída. Nega noctúria. Perdas sensíveis, em jato, chegando a
molhar a calcinha. ITU no passado.
Procto: Usa medicação para
facilitar a digestão. Evacuação diária 1x dia. Fezes normais, nega esforço
evacuatório.
Sexual: Ativa. Frequência média
de 1x mês. Lubrificação adequada. Boa resposta à excitação. Orgasmo presente.
Durante o ato sexual, também perde urina na posição sentada.
Musc. Esquelético: Sedentária.
1,57m e 70 kg.
Psiq: Antidepressivos há 1 ano.
Neuro: Enxaqueca.
Onco: Mãe CA pâncreas e baço.
HPP: Vômitos recorrentes do
aumento de glicose (encaminhada à nutricionista)
Antecedentes Cirúrgicos:
Histerectomia total (útero + colo) em 2000.
Exames Complementares: US
Transvaginal – útero ausente, ovários não visualizados. Urocultura – negativo.
Testes: Pad Teste – 8 gramas de
perda urinária (IU leve), com relatos de perda ao pular na cama elástica.
Diário Miccional: Freqüência de
micções voluntárias média 5/dia, micções por prevenção 1/dia, noctúria 1/dia,
sem episódios de escape em 4 dias, ingesta de água insufuciente.
Questionários: Female Sexual Function
Index (FSFI) aponta diminuição no desejo e excitação sexual, instisfação com a
proximidade emocional e relacionamento sexual com o parceiro.
King’s Health Questionaire (KHQ)
aponta prejuízo nos seguintes domínios: bexiga hiperativa, sono/energia e
geral, com impacto em 4 de 30 questões.
Exame físico: Abdome globoso,
hipotônico. Presença de cicatriz eutrófica (histerectomia). Vulva fechada,
contração perceptível ao comando. Sem evidência de prolapso. Dor à palpação na
sínfise púbica. Elevadores do ânus: P3, E3, R0, F10, E+, C+ (glúteos), T-.
Nosso plano de tratamento foi
iniciado com Cinesioterapia, alternando com Eletroestimulação de fibras tônicas
(flatos vaginais).
O que você faria de diferente?
Evacuação Obstruída
Paciente, 55 anos, sexo feminino,
encaminhada pelo proctologista. Relata que há 20 anos não sente vontade de
evacuar e usa supositório de glicerina quase diariamente. Fezes pastosas,
flatulência excessiva. “o cocô fica na porta, não sai nem entra.”
Gineco: G2, PN0, PC2, A0. Histerectomizada
há 4 anos. Menopausada aos 51 anos, com aumento de sangramento pela presença de
pólipos. Faz TRH tópica.
Uro: Frequência urinária
aumentada. Nega nocturia, IUE e urgência. Volume urinário grande.
Procto: Evacuação diária,
pastosa. Uso inveterado de supositório de glicerina.
Sexual: Nega desejo e atividade sexual.
Marido 8 anos mais velho, cardiopata.
Musc. Esquelético: Faz caminhadas.
Tem dores lombares, com histórico de fratura e hérnia. 1,59m e 80kg.
Psiquiátrica: Depressão tratada
no passado, com medicação e terapia.
Onco: Pai CA fígado, filha CA
ovário.
HPP: Nega DM e HAS.
Antecedentes Cirúrgicos:
Cesariana (1979 e 1982), abdominoplastia e mamoplastia (1986), histerectomia
(2008).
Exames complementares: Manometria
anorretal aponta hipertonia nos MAP e sensibilidade levemente diminuída.
Questionários: Critérios de Roma
III – sem alterações.
Exame Físico: Abdome hipotônico,
com dor à palpação no cólon transverso e sigmóide, presença de grande cicatriz
transversa (abdominoplastia), presença de varizes na região pélvica. Contração
vaginal perceptível ao comando. Ânus hipotônico com presença de plicoma em
direção ao CTP. Contração anal perceptível ao comando. Ampola retal livre.
Esfíncter anal externo: P2, E5, R7, F10, coordenada. Puborretal: P4, E10, R6,
F10, coordenada.
Conduta:
1) Treino
de relaxamento com BFB
2) Eletroestimulação
parasacral associada ao Tibial Posterior
3) Treino
de evacuação com balonete
4) Reforço
Fásico e tônico com BFB
O que você faria?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Queixa de Incontinência Urinária
Paciente, 63 anos, sexo feminino,
encaminhada pelo urologista. Relata que, há aproximadamente 3 meses, perde
urina aos esforços, chegando a molhar a calcinha. Eventualmente, apresenta dor/desconforto
ao urinar após a penetração.
Gineco: G2, PN0, PC2, A0. Histerectomia parcial
aos 39 anos por mioma.
Uro: Frequência normal, levanta
1x noite. Urgência seguida de perda. ITU no passado 1x. Tenesmo vesical
constante. Baixo volume urinário, IUE em jato, sensível.
Procto: Constipação (SIC). Fezes
ressecadas, em síbalos, esforço evacuatório presente. Alimentação equilibrada.
Sexual: Ativa 1x semana. Desejo
sexual presente, mas não constante. Boa resposta de excitação.
Musc. Esquelético: Sedentária há
6 meses.
Nega história psiquiátrica e
oncológica.
Neuro: Blefaroespasmos controlado
com botox 2x ano
HPP: Tireóide sob controle, nega
DM E HAS.
Antec. Cirúrgicos: Histerectomia
parcial (1989), Tireoide (1995), Cezareanas (1981 e 1983)
Exames: Urodinâmica com laudo
pendente.
Testes: Pad Teste nulo para perdas.
Questionários: FSFI aponta
desconforto/dor após a penetração vaginal e dificuldade para chegar ao orgasmo.
KHQ aponta prejuízo nos domínios: geral, relações pessoais e emoções, com
ipacto em 4/30 questões.
Diário Miccional: Freqüência de
micções voluntárias média 5/dia, micções por prevenção 1/dia, noctúria 1/dia, sem
episódios de escape em 4 dias, ingesta de água insufuciente.
Exame Físico: Abdome normotônico.
Dor à palpação na sínfise púbica (4+/4), com sinal de salto (dor). Vulva fechada sem
evidência de prolapsos. P1, E2, R0, F3, E+, C-, T-.
Nosso plano de tratamento foi iniciado com foco na redução da dor no púbis através do Tens (consultório) e Crioterapia domiciliar. Ao reduzir a pubalgia, reforço dos músculos do assoalho pélvico através da Cinesioterapia.
O que você sugere como plano de tratamento?
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